Ter uma remuneração elevada não significa ter uma vida financeira saudável. Servidores públicos federais, estaduais e municipais podem acumular empréstimos consignados, empréstimos pessoais, cartões, cheque especial e sucessivas renegociações até comprometer uma parcela significativa da renda mensal.
É comum o servidor possuir uma boa remuneração em folha e, ainda assim, terminar o mês sem disponibilidade financeira, recorrendo a novos créditos para pagar dívidas anteriores e manter as despesas pessoais e familiares.
Quando novos empréstimos passam a pagar empréstimos anteriores, o cartão passa a complementar o salário e as parcelas se acumulam mês após mês, o problema deixa de ser uma dívida isolada e passa a ser uma situação de superendividamento que precisa ser enfrentada de forma estruturada.
Você ganha bem. O problema é quanto da sua renda já está comprometido com dívidas.
Receber R$ 10 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil ou mais não significa estar protegido do superendividamento. Quando consignados, empréstimos pessoais, cartões e outras obrigações passam a consumir grande parte do salário, é preciso deixar de olhar cada dívida isoladamente e começar a tratar o problema como um todo.
O primeiro passo é entender quanto da sua renda está comprometido, quais dívidas exigem prioridade, quais riscos existem e quais medidas jurídicas podem ser adotadas para reorganizar o passivo, preservar sua capacidade financeira e proteger seu patrimônio.